segunda-feira, 30 de junho de 2014

Junho: Mês de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer

A origem do Alzheimer ainda é desconhecida. O que se sabe é que diversos fatores influenciam no seu aparecimento, tais como a idade, a falta de exercício cerebral e problemas emocionais. A destruição dos neurônios ocasiona uma atrofia no cérebro e, progressivamente, o paciente perde a memória, as habilidades e os movimentos, até chegar à vida vegetativa. O indivíduo perde a noção de espaço, de tempo de higiene, tem dificuldade de raciocínio e de lidar com coisas simples do dia-a-dia. Todas estas mudanças alteram também o humor do mesmo, que apresenta ansiedade, desconfiança, irritabilidade e agressividade. 

Em outras palavras, o Alzheimer muda a relação do paciente com a vida, bem como a vida dos seus cuidadores e familiares. Segundo a Psicóloga Fernanda Gouveia, a família passa por um processo complexo desde a revelação da doença em diagnóstico e acompanha o processo de perdas do paciente. Diante de dificuldades, precisa passar a assumir decisões, o que gera perda de autonomia e, consequentemente, leva à culpa e ao sofrimento e pode ser alvo de resistências e conflitos. 

Não pude deixar de me sensibilizar ao saber que Junho é o mês de Conscientização da Doença de Alzheimer, mesmo que no último dia do mês. Divulgo esta campanha aqui em homenagem à minha avó, Myrthes, que passou anos da sua vida com esta doença e veio a falecer em 2001, e à toda minha família, que muito sofreu ao longo de todo este processo. 

Segue uma carta emocionante que uma mãe, ao descobrir que possuía a doença de Alzheimer, escreveu à sua filha. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desabafo de uma Formanda


"Enfim, foi, passou. Faz bem para a psique saber que temos um momento que pode ser aproveitado para demarcar o tempo. [...] Mas é isso mesmo, a vida é cíclica, e precisamos saber transitar por cada etapa sem querer eternizar nenhuma delas. Este é um dos segredos mais difíceis e mais óbvios que existe. Nesta trajetória de autoconhecimento e desenvolvimento, cada etapa marca uma passagem. E qual será a direção de agora em diante? O que a vida nos diz? O que nosso coração quer? O que nossa mente sugere? 
Nós, Psicólogos somos ensinados a explorar os sentimentos e a compreendê-los. Falamos de amor, de carinho, de raiva, de alegria, de paixão, de luto, de saudade. Apesar disso, neste momento não há especialista, não há Freud, nem Foucault, nem Skinner, Vigotsky, Piaget ou Jung que expliquem o que eu estou sentindo agora. 
Roubei umas palavras de Walmir Monteiro, que diz que nosso papel é o de acolher, mas também desafiar; é o de indagar, mas também mobilizar; devemos aceitar a fantasia, mas também dar boas-vindas à realidade. Sem superioridade de saber, de poder ou qualquer coisa que nos separe, divirja, diferencie ou remova a necessária condição de iguais. Cientes de que a vida - bem único e precioso - demanda de nós paciência e coragem, cada um no seu papel deve ser fiel à sabedoria que diz: ser psicólogo ou paciente apenas nos torna na vida mais um aprendiz. 
Pra finalizar, finalmente, Psicólogos! Além de tudo, Psicólogos! Mais do que uma graduação, uma lição de vida. É como se tivéssemos assumido uma missão, não de trazer a cura em si, mas de trazer a transformação para nossa matéria-prima: o homem, seus comportamentos e sentimentos. E em cinco anos aprendemos a amar estes seres livre, capazes e responsáveis pela construção dos seus futuros - por outro lado, aprendemos a amar a nós mesmos, que também somos seres humanos. 
A Psicologia me ensinou que seja dentro ou fora do ambiente terapêutico, num hospital, escola ou num escritório de recursos humanos, de um lado existe uma pessoa, e do outro lado, sempre existirá outra. Cada uma com sua beleza, cada uma com sua riqueza, cada uma com sua história, cada qual do seu lado, mas sempre lado a lado."
Discurso de Conclusão de Curso
Oradora: Andréa Martinez
Turma 2013.2
Faculdade Ruy Barbosa

Salvador-Ba

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Psicologizando

Me chamo Andréa Martinez, tenho 22 anos, sou de Salvador-BA e recentemente me formei em Psicologia.

Não sou pós-graduada (ainda), não fiz nenhuma especialização teórica (ainda), muito menos um mestrado (ainda). Pra ser sincera, trabalho atualmente como vendedora numa loja de móveis, mas isso não muda o meu amor pela minha profissão e nem a vontade que tenho em exercê-la um dia. Tenho pretensão em trabalhar fazendo terapia na área clínica, mas sinto que preciso ganhar o mundo primeiro, por isso deixo os meus projetos de vida nesta área guardados pra quando sentir que chegou a hora certa.
Ao longo destes anos, conheci muitas pessoas que se mostraram interessadas pela Psicologia. Muitas me disseram que sonham em estudá-la um dia, e que se não estivessem fazendo os cursos que fazem atualmente, com certeza fariam esta graduação. Por vezes me vi dissertando sobre assuntos psicológicos diversos, ou conversando com amigos sobre meu ponto de vista em relação a situações da vida cotidiana, ou fazendo "terapias breves" que surgiam espontaneamente com os amigos, ou até mesmo "terapia em grupo" no horário de almoço do trabalho. E a reação é sempre a mesma: fascínio, gostinho de quero mais!
Por conta disso, estou sempre lendo textos e livros relacionados à Psicologia. Por sempre me fascinar com o que leio, criei primeiramente uma fan page no Facebook, chamada Psicologizando, onde costumo colocar trechos interessantes destes textos, acompanhados de imagens. A ideia do Blog veio depois. Surgiu em razão da minha necessidade de escrever sobre Psicologia, de comentar meu ponto de vista em relação a assuntos diversos, de fazer críticas e de esclarecer dúvidas sobre temas gerais.

Portanto, aqui estou eu!

Sejam Bem-Vindos!


Espero que gostem!