segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quando a Ansiedade se converte em um Transtorno

A Ansiedade é um sintoma. Ou melhor dizendo, um conjunto deles. Segundo Pérez (2015) trata-se de uma condição universal e generalizada a todas às pessoas, e que tem suas raízes em uma emoção tão básica e primitiva quanto o Medo. Quando percebemos que existe uma ameaça real capaz de comprometer nossa integridade física ou psicológica, nosso sistema nervoso dispara um mecanismo de defesa – sugerindo a fuga ou a luta. Isso é o medo: uma manifestação saudável de instinto de preservação. Dentre tantas outras coisas, foi o medo que permitiu a sobrevivência e a perpetuação da espécie humana. 

Diretamente relacionada ao medo, a Ansiedade nada mais é que a antecipação de uma ameaça futura (APA, 2013, apud Pérez, 2015). Apesar da conotação negativa da palavra, certas doses de ansiedade podem ser benéficas para o funcionamento humano, para a melhora do rendimento, para a sobrevivência e para a adaptação a novas situações. O problema surge quando as situações neutras e não potencialmente perigosas são mal interpretadas pela pessoa como sendo ameaçadoras, e essa é, de fato, a ansiedade clinicamente preocupante: quando o mecanismo de fuga ou de luta, ao invés de preservar a integridade física e/ou psicológica da pessoa, a deteriora (Clark y Beck, 2012, apud Pérez, 2015). A isso chamamos de Transtorno de Ansiedade.

Inquietação, medo, angústia, nervosismo. Quem nunca experimentou estas sensações? Estas são uma das experiências mais humanamente universais, porque ninguém está imune à Ansiedade. No entanto, para que dito mal estar se eleve à categoria de transtorno, isso já é uma outra história.

Um Psicólogo pode indicar se um indivíduo possui o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade através de uma terapia ou de uma série de Avaliações Psicológicas. A primeira questão a analisar é se os estímulos que geram a ansiedade são realmente ameaçadores a ponto de justificar o medo presente, ou se eles foram distorcidos por erros no processamento cognitivo da informação, de modo que a pessoa potencializa uma ameaça que é neutra ou pouco perigosa. Nem sempre estes estímulos são conscientes, por isso a importância do trabalho terapêutico, no entanto, às vezes, atividades simples como ir ao banco conversar com o gerente, marcar uma consulta médica por telefone, fazer atividades individualmente, utilizar um meio de transporte público ou tirar uma dúvida, podem ser situações tão ansiogênicas e falsamente ameaçadoras que os indivíduos procrastinam sua ação ou, simplesmente, não agem.

Também é importante saber se tal medo ou ansiedade é frequente, persistente e se interfere de algum modo na capacidade da pessoa de enfrentar as circunstâncias aversivas ou difíceis – seja nos âmbitos escolar, social, laboral ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo – ou ainda se ela interfere de modo notável na sua capacidade de levar a cabo tarefas indispensáveis. Quando o indivíduo se sente incapaz de realizar atividades, simples ou complexas, por um longo período de tempo ou de modo injustificado, isso lhe gera um sofrimento psicológico muito grande, e por isso a importância de tratá-lo.

É importante valorar também se a ansiedade se manifesta inclusive na ausência dos estímulos objetivamente ameaçadores, e também se existe uma relação muito ampla de situações que apresentam, pelo menos, um leve potencial de ameaça. Um psicólogo pode ajudar o indivíduo a descobrir como e por quê estas situações passaram a ser ameaçadoras e ajudá-lo a partir daí. Deste modo, a resposta para estas questões ajudará a determinar se a experiência ansiosa é suficientemente distorcida, persistente e generalizada, a ponto de requerer uma avaliação médica adicional, um diagnóstico e um possível tratamento psiquiátrico.


O fato é que apenas quando a ansiedade deixa de ser adaptativa e se converte em uma ansiedade patológica é que podemos falar sobre “transtornos de ansiedade”. 

Baseado em: 
PÉREZ, Isabel. La Ansiedad em el Autismo. Comprenderla y tratarla. Alianza Editorial, S.A. Madrid. 2015

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La ansiedad es un síntoma. Mejor dicho, se trata de un conjunto de ellos. Según Pérez (2015) se trata de una condición universal y generalizada a todas las personas, y que tiene sus raíces en una emoción tan básica y primitiva como el miedo. Cuando nos damos cuenta que existe una amenaza real capaz de comprometer nuestra integridad física o psicológica, nuestro sistema nervioso dispara un mecanismo de defensa - sugiriendo la fuga o la lucha. Eso es el miedo: una manifestación sana de instinto de preservación. Entre tantas otras cosas, fue el miedo que permitió la supervivencia y la perpetuación de la especie humana.

Directamente relacionada con el miedo, la ansiedad no es más que la anticipación de una amenaza futura (APA, 2013, apud Pérez, 2015). A pesar de la connotación negativa de la palabra, ciertas dosis de ansiedad pueden ser beneficiosas para el funcionamiento humano, para la mejora del rendimiento, para la supervivencia y para la adaptación a nuevas situaciones. El problema surge cuando las situaciones neutrales y no potencialmente peligrosas son mal interpretadas por la persona como amenazadoras, y esa es, de hecho, la ansiedad clínicamente preocupante: cuando el mecanismo de fuga o de lucha, en lugar de preservar la integridad física y/o psicológica de la persona, la deteriora (Clark y Beck, 2012, apud Pérez, 2015). A esto llamamos trastorno de ansiedad. Inquietud, miedo, angustia, nerviosismo. ¿Quién nunca experimentó estas sensaciones? Estas son una de las experiencias más humanamente universales, porque nadie está inmune a la ansiedad. Sin embargo, para que dicho malestar se eleve a la categoría de trastorno, eso ya es otra historia.

Un psicólogo puede indicar si un individuo tiene el diagnóstico de trastorno de ansiedad a través de una terapia o de una serie de evaluaciones psicológicas. La primera cuestión a analizar es si los estímulos que generan la ansiedad son realmente amenazantes a punto de justificar el miedo presente, o si han sido distorsionados por errores en el procesamiento cognitivo de la información, de modo que la persona potencializa una amenaza que es neutra o poco. No siempre estos estímulos son conscientes, por lo que la importancia del trabajo terapéutico, sin embargo, a veces, actividades simples como ir al banco a conversar con el gerente, marcar una consulta médica por teléfono, hacer actividades individualmente, utilizar un medio de transporte público o Una duda, pueden ser situaciones tan ansiogénicas y falsamente amenazadoras que los individuos procrastinan su acción o, simplemente, no actúan.

También es importante saber si tal miedo o ansiedad es frecuente, persistente y se interfiere de algún modo en la capacidad de la persona para enfrentar las circunstancias aversivas o difíciles -sea en los ámbitos escolar, social, laboral o en otras áreas importantes de la vida del individuo - o Aún si interfiere de modo notable en su capacidad de llevar a cabo tareas indispensables. Cuando el individuo se siente incapaz de realizar actividades, simples o complejas, por un largo período de tiempo o de modo injustificado, esto le genera un sufrimiento psicológico muy grande, y por eso la importancia de tratarlo.

Es importante valorar también si la ansiedad se manifiesta incluso en la ausencia de los estímulos objetivamente amenazadores, y también si existe una relación muy amplia de situaciones que presentan al menos un leve potencial de amenaza. Un psicólogo puede ayudar al individuo a descubrir cómo y por qué estas situaciones pasaron a ser amenazantes y ayudarle a partir de ahí. Por lo tanto, la respuesta a estas cuestiones ayudará a determinar si la experiencia ansiosa es suficientemente distorsionada, persistente y generalizada, hasta el punto de solicitar una evaluación médica adicional, un diagnóstico y un posible tratamiento psiquiátrico.

El hecho es que sólo cuando la ansiedad deja de ser adaptativa y se convierte en una ansiedad patológica es que podemos hablar de "trastornos de ansiedad".

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