domingo, 26 de junho de 2016

Sobrevivendo às "Birras" // Sobreviviendo a las Rabietas

Todo mundo já ouviu falar sobre as famosas "birras" tão características das crianças. Elas costumam surgir entre o 18º mês de vida e os três anos de idade e se produzem porque, nesta fase, a criança, já um pouco crescida, passa a não se deixar levar pela vontade dos pais e, sobretudo, começa a desenvolver a sua personalidade e a ter mais claro o que quer e o que não quer. Agora ela já sabe dizer sobre o que gosta mais e luta para consegui-lo (e o faz muito bem!).
No entanto, crianças nesta idade ainda não sabem se comunicar muito bem através da linguagem - seu repertório verbal é muito pobre e construir frases complexas é ainda muito difícil. Por isso, crianças se expressam pelo corpo, e as "birras" nada mais são do que uma maneira de expressão, resultado de uma mistura entre o desenvolvimento da identidade pessoal e o reconhecimento dos próprios interesses, em um momento de total falta de maturidade e de estratégias para alcançá-lo. Portanto, é um processo natural que 99,9% das crianças o farão, pelo menos uma vez na vida, seja no mercado, no shopping ou em casa, e que, de maneira alguma, deve ser motivo de vergonha para os papais e mamães. Ao contrário, deve ser encarado com firmeza e cortado pela raiz.

Crianças tem interesses particulares.

A primeira coisa que pais e mães devem ter em mente é que "as crianças querem", cada uma por suas razões, mas elas se interessam por coisas: por sabores, por movimentos, por detalhes, por cores, por ruídos, etc. E isto é um ponto muito importante que deve ser valorizado, porque revela um pouco de suas personalidades em construção e também do contexto que as influencia. 
Adultos devem respeitar o direito que as crianças têm de se interessar por diferentes coisas, em tão pouco tempo, e por mais tontas que possam parecer. A atenção é uma das funções cerebrais superiores que mais tardam a estabelecer-se, o que indica que a criança pode (cognitivamente falando) se interessar por absolutamente tudo. Como elas ainda não possuem critério, elas podem se interessar por um sorvete, por caminhões de lixo, pelo buraco da pia, pelo brinquedo do parque, pelo comercial da televisão, pelo chocolate da estante, ou pelo que que que seja. E quando se instala o interesse, elas querem conquistá-lo a qualquer custo, sem saber se isso será bom para elas ou não, se é o momento adequado ou não, ou se esta é a maneira correta de pedi-lo. É aí que os pais devem atuar. 

Sobre analisar o comportamento.

Na maioria das vezes, pais e mães tendem a tentar eliminar rapidamente as situações em que filhos se jogam no chão e gritam, porque isso lhes incomoda e lhes causa algum tipo de constrangimento. E claro que a maneira mais fácil de fazer isso é dar à criança o que ela pede em plena birra. Aí está o grande erro! Se pais e mães dão às crianças o que elas pedem durante uma "birra", elas interpretarão a seguinte mensagem: "se grito, choro e me chateio, consigo o que quero", e, assim, estaremos reforçando uma conduta inapropriada. Isto faz com que pais e mães se tornem escravos das "birras", de modo que elas se tornarão cada vez mais frequentes. 
A questão aqui não é o "dar" ou "não dar" o que elas querem, até porque cada pai e mãe realiza os desejos dos filhos de acordo com suas possibilidades, mas sim o "dar durante a birra". Pais e mães devem sempre ter em mente que são eles mesmos que sabem se o que a criança está pedindo é possível de ser concedido, se é o momento adequado ou não, e/ou se a criança o está solicitando da melhor forma. São eles que possuem o controle da situação, não as crianças. Assim, cabe a eles o papel fundamental de analisar bem o que se pede, como, quando, e pensar em ensinar aos filhos como fazê-lo bem - e, se para isso, a melhor maneira é dizendo "não" de maneira firme, que isso seja feito sem culpa e sem estresse.

Como Atuar: Paciência, Firmeza, Diálogo.

Geralmente, o que mais funciona é ignorar a conduta por completo, por mais complicado que isso possa parecer. O segredo é dizer "não", justificar o "não" (porque é caro, porque não é o momento, porque é supérfluo...) e, em seguida, não mostrar nenhuma atenção a qualquer "birra". Certo que a "birra" pode tardar horas, por isso, pais e mães devem ser pacientes e ignorar também os olhares e julgamentos das pessoas desconhecidas que estejam ao redor. Devem pensar que "este é o meu modo de educar meu próprio filho(a) e eu o estou fazendo para seu próprio bem". 
No entanto, se pais vêem que ignorar a "birra" pode trazer algum tipo de risco à própria criança ou ao ambiente, devem então contê-las, carregá-las, olhar em seus olhos e dizer com firmeza que "não vou permitir este comportamento", e não dar nenhuma explicação mais, por mais que sigam chorando.  
Porém, claro, há pais que optam por maneiras menos firmes, e que nem sempre funcionam e exigem mais tempo, que é o diálogo puro e simplesmente. Questionar à própria criança sobre o por quê de ela ter se interessado por aquele objeto, demonstrar igual interesse, dizer que você concorda que o objeto em questão é verdadeiramente bom/bonito/divertido e, em seguida, dizer que sente muito mas que não poderá realizar sua vontade indicando o real motivo (mais uma vez: porque é car
o, porque não é o momento, porque é supérfluo...), e buscar outro foco de atenção. Pode ser que a criança compreenda, não se chateie e siga comportando-se bem. Pode ser que não compreenda, já que seus mecanismos de linguagem são tão primitivos, e comece a chorar. Pais podem optar em repetir a explicação e dizer que compreende que a criança está triste, chateada ou com raiva, até que ela compreenda. Assim pais não se estressam, e pais e filhos estabelecem uma relação mais amigável e aberta à expressão de sentimentos, desde os primeiros anos de vida.  

Por Andréa Martinez. 
Baseado em: CAMPO, María. Revista Hacer Familia. p.18. Directora Nclic - www.nclic.com

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Todos ya han oído hablar sobre las famosas rabietas" tan características de los niños. Suelen maniferstarlas entre el 18º mes de vida y los tres años de edad y se producen porque en esta fase el niño, ya un poco crecido, pasa a no dejarse llevar por la voluntad de los padres y, sobre todo, empieza a desarrollar su propia personalidad y a tener más claro lo que quiere y lo que no quiere. Ahora él ya sabe decir sobre lo que le gusta más y lucha para conseguirlo (y lo hace muy bien!). 
Sin embargo, a esta edad los niños todavía no saben comunicarse muy bien a través del lenguaje - su repertorio verbal es muy pobre y construir frases complejas es todavía muy difícil. Por eso, se expresan por el cuerpo, y las rabietas no son más que una manera de expresión, resultado de una mezcla entre el desarrollo de la identidad personal y el reconocimiento de los propios intereses, en un momento de total falta de madurez y de estrategias para alcanzarlo. Por lo tanto, es un proceso natural que el 99,9% de los niños lo harán, al menos una vez en la vida, ya sea en el mercado, en el centro comercial o en casa, y que, de ninguna manera, debe ser motivo de vergüenza para los papás y las mamás. Al revés, debe ser encarado con firmeza y cortado por la raíz.

Los niños tienen intereses particulares.

La primera cosa que padres y madres deben llevar en cuenta es que "los niñosquieren", cada uno por sus razones, pero se interesan por cosas: por sabores, por movimientos, por detalles, por colores, por ruidos, etc. Y esto es un punto muy importante que debe ser valorado, porque revela un poco de sus personalidades en construcción y también del contexto que las influencia. Los adultos deben respetar el derecho que los niños tienen de interesarse por diferentes cosas, en tan poco tiempo, y por más tontas que puedan parecer. La atención es una de las funciones cerebrales superiores que más tarde se establecen, lo que indica que el niño puede (cognitivamente hablando) interesarse por absolutamente todo. Como ellos todavía no tienen criterio, pueden interesarse por un helado, por camiones de basura, por el agujero del fregadero, por el juguete del parque, por el comercial de la televisión, por el chocolate de la estantería, o por lo que sea. Y cuando se instaura el interés, ellos lo quieren conquistar a cualquier costo, sin saber si eso será bueno para unos mismos o no, si es el momento adecuado o no, o si esta es la manera correcta de pedirlo. Es ahí donde los padres deben actuar.


Sobre analizar el comportamiento.

La mayoría de las veces, los padres y las madres tienden a intentar acabar rápidamente con las situaciones que sus hijos se tiran al suelo y chillan, porque les molesta y les causa algún tipo de vergüenza. Y claro que la manera más fácil de hacerlo es dar al niño lo que pide a través de la rabieta. ¡Ahí está el gran error! Si los padres y las madres dan a los niños lo que piden durante una rabieta, ellas interpretarán el siguiente mensaje: "si grito, lloro y me enfado, consigo lo que quiero", y así, estaremos reforzando una conducta inapropiada. Esto hace que los padres y las madres se conviertan en esclavos de las rabietas, de modo que cada vez son más frecuentes.
La cuestión aquí no es el "darselo" o "no darselo" lo que quieren, porque cada padre y madre realiza los deseos de sus hijos de acuerdo con sus posibilidades, sino el "darselo durante la rabieta". Los padres y las madres siempre deben tener en cuenta que son ellos mismos quienes saben si lo que el niño está pidiendo es posible ser concedido, si es el momento adecuado o no, y /o si el niño lo está solicitando de la mejor manera. Son ellos quienes tienen el control de la situación, no los niños. Así, corresponde a ellos el papel fundamental de analizar bien lo que se pide, cómo, cuando, y pensar en enseñar a los hijos cómo hacerlo bien - y, si para eso, la mejor manera es diciendo "no" de manera firme, que se lo haga sin culparse o estresarse.


Cómo actuar: Paciencia, Firmeza, Diálogo.


Por lo general, lo que más funciona es ignorar la conducta por completo, por complicado que pueda parecer. El secreto es decir "no", justificar el "no" (porque es caro, porque no es el momento, porque es superfluo...) y, a continuación, no mostrar ninguna atención ante cualquier enfado. Cierto que la rabieta puede tardar horas, por eso, padres y madres deben ser pacientes e ignorar también las miradas y juicios de las personas desconocidas que estén alrededor. Deben pensar que "este es mi modo de educar a mi propio hijo y lo estoy haciendo para su propio bien”. Sin embargo, si los padres notan que ignorar la rabieta puede traer algún tipo de riesgo al propio niño o al ambiente, deben entonces contenerlas, llevarlas, mirar en sus ojos y decir con firmeza: "no voy a permitir esta conducta” y a continuación no dar ninguna explicación más, por más que sigan llorando. Pero, por supuesto, hay padres que optan por maneras menos firmes, y que no siempre funcionan y exigen más tiempo, que es el diálogo puro y simplemente. Preguntar al propio niño sobre su interés por dicho objeto, demostrar igual interés, decir que usted acepta que el objeto en cuestión es verdaderamente bueno/bonito/divertido y, a continuación, decir que siente mucho pero que no podrá realizar su voluntad indicando el verdadero motivo (una vez más: porque es caro, porque no es el momento, porque no es útil...), y buscar otro foco de atención. Puede que el niño entienda, no se moleste y siga comportándose bien. Puede que no entienda, ya que sus mecanismos de lenguaje son tan primitivos, y empiezen a llorar. Los padres pueden optar por repetir la explicación y decir que comprende que el niño está triste, molesto o con rabia, hasta que entienda. Así padres no se estresan, y padres e hijos establecen una relación más amigable y abierta a la expresión de sentimientos, desde los primeros años de vida.